domingo, 28 de fevereiro de 2010

Universidade pública para a Granja do Icuí

A possível construção de 1.500 casas populares na área da Granja do Icuí, antiga residência oficial do governo do Estado, como deseja a governadora Ana Júlia, pode criar sérios problemas estruturais na região, com reflexos negativos diretos no meio urbano do município de Ananindeua. A opinião é do prefeito Helder Barbalho, que defende outra utilização para a área, com a criação de polos universitários e técnicos que ajudariam a formar e capacitar a população, com reflexos diretos no desenvolvimento local.

No último dia 22, Helder protocolou no Palácio dos Despachos ofício solicitando que o município fosse incluído nas discussões que estão sendo feitas no governo acerca da destinação da área. Até à tarde da última sexta-feira nenhum retorno havia sido dado ao prefeito. “A área da Granja do Icuí possui 30 hectares e é estratégica para o município, tanto pelo seu tamanho como pela sua localização”, diz o prefeito.

A notícia da destinação da área para construção de casas populares foi informada pela governadora em seu blog há algumas semanas. O presidente da Cohab, Geraldo Bitar, já recebeu da Secretaria de Governo um estudo preliminar para a construção de moradias dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. “Estamos analisando o trabalho para readequá-lo, mas a princípio o projeto seria para a construção de cerca de 1.500 unidades”, ressalta Bitar.

O prefeito louva a atitude da governadora em reutilizar o espaço. “Entretanto vejo com preocupação a construção de mais casas naquela área. Temos outras áreas importantes dentro de Ananindeua que possuem mais demanda por moradias, que ainda não são habitadas e precisam de um impulso para o desenvolvimento”, diz.

Estudos em poder da prefeitura mostram que a área do entorno da Granja do Icuí já se encontra saturada e densamente povoada. Num raio de cerca de um quilômetro da área, a prefeitura já possui dois projetos de construção de conjuntos residenciais que estão em vias de serem entregues. Serão cerca de 1.500 unidades, além de empreendimentos privados.

Helder prevê um inchaço ainda maior na região caso o projeto idealizado pela governadora se concretize, causando entraves na mobilidade urbana. Ele calcula que se 1,5 mil unidades habitacionais forem construídas, pelo menos mais seis mil pessoas virão para o local, tendo como parâmetro quatro pessoas por família.

“Outras áreas da cidade carecem de polos agregadores que possam estimular a migração e o desenvolvimento local”, defende. Entre as áreas apontadas pelo prefeito está a margem direita da BR-316, no sentido Belém-Ananindeua, respeitando a área de proteção ambiental.

O governo também tem um projeto para a área da Pirelli, em Marituba. O prefeito ressalta que lá, pelo menos, serão construídas oito mil moradias numa área quase deserta. “É outra área estratégica localizada às margens do rio Guamá onde se poderiam construir unidades de pesquisa e turismo para o Estado”, defende.

A prefeitura de Ananindeua vem entabulando negociações com as direções das universidades Federal do Pará (UFPA) e do Estado do Pará (Uepa), além do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA, antigo Cefet), para a construção de campi dessas instituições em Ananindeua. “Queremos instalar um polo de conhecimento no município, mas precisamos de espaço. A Granja do Icuí é perfeita para isso. Caso o governo sinalize positivamente, a proposta se tornará prioritária para a prefeitura”, diz Helder Barbalho.

A ideia do prefeito é criar áreas comuns para as três instituições e potencializar outras com a criação de áreas para esporte, cultura e lazer. “O Ministério da Educação já está em vias da liberação para a construção de um campus do IFPA em Ananindeua. A Uepa também já tem projeto para o campus. O que nos falta é espaço físico.” A Uepa já iniciou os estudos do projeto executivo do campus e aguarda uma negociação política para viabilizar a construção. A prefeitura se comprometeu em verificar a questão junto ao MEC e à bancada federal em Brasília. Com relação à IFPA, foi protocolado um pedido à direção do Instituto e há a promessa de que em 2011 Ananindeua ganhe um campus. “Na UFPA, já negociamos e eles estão fazendo um estudo de demanda para iniciar o projeto para o futuro campus, fazendo análise de procura de alunos moradores de Ananindeua no último vestibular, inclusive”, disse Helder.

Com a viabilização dos campi, milhares de alunos deixarão de se deslocar diariamente de Ananindeua para estudar nas universidades públicas em Belém. “Dessa forma, ampliaríamos também a oferta dos cursos dessas universidades na capital. Esperamos que a governadora seja sensível a isso”.
(Diário do Pará)

5 comentários:

  1. Se ela fizer isso sem consultar os moradores de Ananindeua será uma verdadeira sandice.
    Mas é uma pena que tudo possa acontecer.

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  2. Ananindeua não pode ficar debraços cruzados e deixar ela derrubar a Granja para fazer casas. Só pq é ano de eleição, ela acha que vai comover o povo com isso.
    Zé Afonso.

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  3. SERIA MARAVILHOSO TANTO MORADIAS, FACULDADE
    AQUELA GRANJA SÓ PRESTA PARA QUE OS VAGABUNDOS USEM DROGAS, ELES ENTRAM POR BURACOS QUE FIZERAM AO LADO DO MURO.

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  4. sou morador da área da grnaja,e sou a favor dos Polos. se colocar mais casa. vai piora tudo, transporte. violencia etc....

    que Deus ilumine o pesamento da Governadora!

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  5. chega de casas. não tem um transporte bom,todos os dias pego o ônibus lotado!!
    tem que colocar os polos para da educação!
    para o minicipio!

    luis dias (morador do icui)

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